O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP, apresenta exposições que colocam em perspectiva temas como religiosidade, autoria, pertencimento e revisão histórica. Em cartaz, estão “Padê – sentinela à porta da memória”, “Bença! O Quilombo do Jaó pelo olhar das crianças” e “A História Inventada e a Invenção de Histórias”, de Roméo Mivekannin.
Entre os destaques está Padê – sentinela à porta da memória, em cartaz até 26 de julho. Com curadoria de Rosa Couto e Comitê Curatorial formado por Maurício Pestana, Renata Dias e Vera Nunes, a exposição toma Exu como eixo central para discutir comunicação, circulação e transformação. Organizada em três núcleos – “África”, “Travessia” e “Diáspora” -, a mostra articula obras do acervo do museu com produções contemporâneas, reunindo nomes como Emanoel Araujo, Sidney Amaral, Gustavo Nazareno, Carla Désirée, Mario Cravo Neto e Mestre Didi, entre outros. O percurso expositivo combina esculturas, fotografias, objetos do sagrado e instalações, evidenciando a permanência e as reinterpretações de Exu ao longo do tempo.
Em seus últimos dias, “A História Inventada e a Invenção de Histórias”, do artista beninense Roméo Mivekannin, segue em cartaz até 26 de abril. Com curadoria de Claudinei Roberto da Silva, a exposição reúne obras que partem de imagens clássicas da história da arte ocidental para propor deslocamentos de corpos, símbolos e centralidades.


