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AGENDA CULTURAL

Duas maneiras de narrar o Brasil.

A Galatea traz para o estande E04 da feira SP-Arte Rotas 2026 os projetos de Romildo Rocha (1987, São Luís, Maranhão) e de Zé di Cabeça (1969, Salvador, Bahia).

A feira acontece na ARCA, em São Paulo, entre os dias 26 e 30 de agosto. O estande, dividido em dois conjuntos expositivos, converge produções que encontram no território forças inventivas para afirmar outras maneiras de narrar o Brasil e, principalmente, o Nordeste brasileiro.

É do encontro da cultura popular maranhense com o repertório familiar e pessoal, enquanto filho de um caminhoneiro e uma quebradeira de coco, que Romildo Rocha extrai a matéria de sua pintura. O artista constrói cenas em que a lida dos vaqueiros, o Bumba-Meu-Boi, paisagens do interior e situações que acionam sentimentos profundamente humanos surgem como fragmentos de uma memória viva.

Já Zé di Cabeça faz do Subúrbio Ferroviário de Salvador o seu laboratório criativo. Suas pinturas utilizam madeiras de demolição e objetos descartados como suporte para representações de velas, igrejas, terreiros, animais e plantas medicinais que se tornam memórias vivas da periferia soteropolitana.

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