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AGENDA CULTURAL

Foco na arte moderna e contemporânea.

A exposição “Vetores” reúne um conjunto expressivo de obras que atravessam diferentes períodos da arte moderna e contemporânea. São nomes de movimentos e grupos marcantes da arte brasileira, como o Concretismo, o Neoconcretismo, o Grupo Ruptura e a geração 1980, além de figuras proeminentes dos modernismos internacionais.

Sob curadoria de Antonio Gonçalves Filho, diretor cultural da Almeida & Dale, a mostra é distribuída em três núcleos – dedicados à escultura, pintura e outro à fotografia e gravura – e ocupa dois espaços da galeria na rua Fradique Coutinho, São Paulo, SP, articulando obras do modernismo como vetores de renovação e experimentação que reverberam na produção contemporânea dos últimos quarenta anos.

No núcleo escultural, obras de Ernesto de Fiori, José Damasceno, José Resende, Lygia Pape, Nelson Felix, Sergio Camargo, Sérvulo Esmeraldo, Tunga, Victor Brecheret, Willys de Castro situam a tridimensionalidade como campo de experimentação contínua: da síntese volumétrica às operações de corte, dobra, suspensão ou repetição, as peças evidenciam modos distintos de pensar o espaço como matéria.

O grupo dedicado à pintura reúne artistas que, cada um a seu modo, expandiram o entendimento do plano pictórico: Aluísio Carvão, Arcangelo Ianelli, Cássio Michalany, Carlos Cruz-Diez. Dudi Maia Rosa, Eduardo Sued, Eleonore Koch, Judith Lauand, Lothar Charoux, Mira Schendel, Paulo Pasta, Rodrigo Andrade e Volpi dialogam com figuras internacionais como Frank Stella e Lucio Fontana. A curadoria traça conexões entre o raciocínio concreto e o gesto incisivo de Lucio Fontana e a busca do neoconcretismo pela conquista do espaço e abandono do plano. Outro caminho apontado conecta a pintura norte-americana às gerações que marcaram a retomada experimental da pintura no Brasil, com nomes como Dudi Maia Rosa, Paulo Pasta e Rodrigo Andrade.

No terceiro núcleo, a fotografia e a gravura aparecem como zonas onde tempo, luz e memória operam como vetores próprios. Trabalhos de Miguel Rio Branco e Hiroshi Sugimoto expandem a noção de imagem ao colocá-la em relação com atmosferas, ritmos e presenças que ultrapassam o registro documental. Outra conexão entre este núcleo e o restante da mostra é feira por um “Metaesquema” de Hélio Oiticica.

Reunidos, esses três conjuntos não visam oferecer uma genealogia definitiva, mas servem como um panorama, ora ancorado em leituras fundamentais da historiografia da arte, ora propondo relações insuspeitas. Vetores apresenta o Modernismo como uma força em movimento – um impulso que continua a gerar desdobramentos, encontros e novas possibilidades artísticas.

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