A Nara Roesler, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, convida no dia 10 de setembro, das 18h às 21h, para a abertura da exposição “Jose Dávila – Natural forms” (Formas naturais). O artista mexicano Jose Dávila (1974, Guadalajara, México), que tem obras em coleções de prestigiosos museus, faz sua primeira exposição no Rio de Janeiro, com oito esculturas feitas especialmente para o espaço de Nara Roesler Rio de Janeiro, além de uma pintura inédita no Brasil.
Jose Dávila criou protótipos de suas esculturas e reproduziu em seu ateliê em Guadalajara, no México, em escala real, o espaço da Nara Roesler Rio de Janeiro, para estudar de que maneira os trabalhos conversariam entre si. Ele acompanhará pessoalmente a montagem da exposição, e diz que expor no Rio de Janeiro “é de um peso cultural extremamente importante”. “Expor no Brasil é sempre significativo, pois a arte, a arquitetura e o paisagismo do país me influenciaram muito e estão inerentemente presentes em minha obra”, afirma.
Para o artista, uma pedra encontrada na paisagem possui uma configuração escultórica. “São esculturas antes da escultura”, afirma. Sem opor o mundo natural ao mundo industrializado, o artista busca a capacidade de reconhecer as formas primárias e, a partir de gestos mínimos e cores sutis, encontrar sua poesia. Além das esculturas, estará na exposição a pintura “The fact of constantly returning to the same point or situation” (2025), em serigrafia e tinta vinílica sobre linho cru, com 180 x 210 x 06 cm.
As esculturas foram concebidas especialmente para a exposição, e para desenvolvê-las, Jose Dávila estudou tudo milimetricamente, criando protótipos, de modo a ter a ideia mais aproximada possível do espaço que utilizará. Ele reproduziu em seu ateliê, em Guadalajara, o espaço da galeria em escala real, e passou a trabalhar dentro dele. As dimensões e proporções das obras respondem diretamente à arquitetura.
Para “Natural Forms” (Formas naturais), Jose Dávila aprofundou a afinidade entre sua pesquisa e o Rio de Janeiro através do Neoconcretismo. Ao recordar o Manifesto Neoconcreto, redigido pelo poeta e crítico de arte Ferreira Gullar e assinado por Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark e Lygia Pape, entre outros artistas, o artista observa que o movimento carioca marcou uma separação em relação ao Concretismo de São Paulo, deslocando a geometria de um campo estritamente racional para uma experiência mais intuitiva, orgânica e sensível. “Tento fazer as mesmas perguntas que os artistas que assinaram o Manifesto Neoconcreto: como levar uma intuição orgânica, sutil e suave à forma geométrica com materiais industrializados?”.
Até 08 de novembro.



