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“Franklin Cassaro – O Fantasma Chinês”, ocupação na vitrine da galeria Simone Cadinelli. Em seu primeiro trabalho da pesquisa sobre a China o artista cria “máquinas da prosperidade”, em “atos escultóricos”

Vitrine chinesa

Em seu primeiro trabalho da pesquisa sobre a China, a que pretende se dedicar, o artista Franklin Cassaro cria “máquinas da prosperidade”, em “atos escultóricos” que ocupam a vitrine da galeria Simone Cadinelli, que dá para a Rua Aníbal de Mendonça, Ipanema, Rio de Janeiro. A quase totalidade de objetos, materiais e aparelhos foi comprada na China. Os demais foram construídos pelo próprio artista, que buscou seguir a lógica e a cultura chinesas nessa produção. A instalação “O Fantasma Chinês” integra a exposição “Como habitar o presente? Ato 3 – Antecipar o futuro”, com curadoria de Érika Nascimento.

A partir da ópera chinesa, suas cores e sonoridades, Cassaro criou uma cena teatral no espaço de cinco metros quadrados da vitrine da galeria, usando símbolos como  Velho Sábio, o dragão, porcelana, alfinetes perolados chineses e cédulas históricas de renmimbi (nome oficial da moeda da China, enquanto a palavra yuan, mais comum, é uma unidade de conta, o valor).

“Esta é uma exposição que fala de prosperidade. O objetivo principal é a produção de máquinas de prosperidade através dos atos escultóricos. Não são peças estáticas, se movimentam com o vento”, explica Franklin Cassaro. “A vitrine é visitável: pode ser vista do lado de fora ou penetrar. É um penetrável pensado para causar uma sensação”.

Franklin Cassaro embaralha conceitos de sorte/azar, correto/incorreto, e brinca com preconceitos com números que não trariam boa fortuna: na China se evita o “quatro”, pois sua pronúncia se assemelha à da palavra “morto”, ao passo que no ocidente é o “treze” o número temido.

O artista convidou sua filha Lara Cassaro, estudante de design na PUC, para ajudá-lo na pesquisa sobre a simbologia do vento, das nuvens chinesas. Ela é coautora de um dos trabalhos: são discos, feitos de caixa de papelão pintadas de preto, a mesma cor usada na parede, onde ela desenhou bordos dourados como se fossem a louça chinesa.

Até 16 de janeiro de 2021.

 

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