Light Art Rio no Oi Futuro

O Oi Futuro, Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, abre dia 07 de julho a exposição “Light Art Rio”, dedicada à light art (arte da luz), com instalações e esculturas de luz de artistas contemporâneos. A curadora Fernanda Vogas convidou três artistas que incorporam a luz como elemento principal de criação para expor obras no projeto, em cartaz no Centro Cultural Oi Futuro até 28 julho.

 

A mostra inclui obras dos artistas Alexandre Mazza (PR), Anaisa Franco (SP) e Carmen Slawinski (RJ). Tomando como ponto de partida o uso da luz para alterar a percepção dos espaços na arte contemporânea, os trabalhos dos artistas exploram temáticas de cor, tempo, luz artificial, projeção e tecnologia. De instalações a esculturas, os visitantes experimentarão a luz em suas diversas formas sensoriais e espaciais.

 

O artista Alexandre Mazza vai apresentar trabalhos de diferentes épocas que possuem como unidade a água. A obra “Água-viva” de 2012 propõe ao visitante uma reflexão sobre a relação do natural e do artificial. A obra “Bússola”, de 2017 foi pensada durante uma expedição imersiva de 20 dias do artista no Salar de Uyuni, a maior planície de sal do mundo, na Bolívia, e traz a imagem de uma bússola boiando em um riacho sobre uma rolha de cortiça, em busca de orientação. As obras “Águas I, II, III e IV” de 2019, expressam a força e a potência de uma queda d´água contínua de cachoeiras. Atualmente, o artista também apresenta a exposição “Somos sua luz”, na Luciana Caravello Arte Contemporânea, em Ipanema, até o dia 13 de julho.

 

A artista Anaisa Franco vai apresentar a obra “Sistema circulatório”, uma escultura de luz que é conectada à internet por um software que mapeia todo o tráfego das companhias aéreas. O software cria centenas de linhas de luz que representam todas as rotas dos aviões que estão voando, em tempo real, por todo o planeta. No ser humano, o sangue circula, transporta e entrega os nutrientes e oxigênio necessários para as células. A obra cria uma metáfora entre a circulação do corpo humano, que distribui nutrientes e oxigênio, e o transporte aéreo, que conecta distâncias e culturas.

 

A artista Carmen Slawinski vai apresentar uma obra criada especialmente para o projeto.  A obra “A cor que habito”, feita com planos de fios brancos iluminados, delimitam campos de cor-luz, criando um ambiente imersivo, onde o visitante mergulhado na cor experimentará a luz em suas formas sensoriais. A artista cria uma nova arquitetura para a sala de exposição através de luz.

 

Sobre a curadoria e os artistas

 

 

FERNANDA VOGAS

 

Idealizadora e curadora, é Mestra em Artes Visuais pelo PPGAV – UFRJ e graduada em comunicação social. Foi aluna da Escola Massana – Centre d’Art i Disseny em Barcelona e frequentou as aulas de filosofia dos professores Francisco Elia e Ivair Coelho. Seu currículo apresenta filmes experimentais premiados e exibidos no Göteborg International Film Festival (Suécia), Copenhagen Art Festival (Dinamarca), TousEcrans Festival (Suíça), Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano (Cuba), CefalùFilm Festival (Itália), entre outros. Em 2010 foi selecionada para participar do projeto Gesamt, filme-instalação idealizado pelo cineasta Lars Von Trier. Disaster 501: WhatHappenedto Man? Em 2017 criou o Acusmática Visual ao lado do artista espanhol Xabier Monreal, um projeto de arte sonora com participações em festivais como o FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (2018), Bogotá Short Film Festival (2018), Arquivo em Cartaz (2018) e Mostra do Filme Livre (2018)

 

ALEXANDRE MAZZA

 

Artista com formação musical, trabalhou durante 18 anos como baixista e compositor e passou a se interessar pela luz e pela eletricidade. Desde 2008 se dedica somente ao que chama de “multiplicação da luz”, utilizando diversos materiais, tais como espelhos, vidros, metais, lâmpadas, acrílicos e madeira. É principalmente através dos objetos que o artista confronta seus espectadores com jogos visuais: com o que se vê e o que se acredita ver, com o que está ali e o que se imagina estar. Indicado ao prêmio Pipa em 2012 e 2014, o artista já apresentou seus trabalhos em exposições no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ), no Centro de Artes Hélio Oiticica, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, entre outros. Suas obras estão em diversas coleções privadas e públicas como a do MAM RJ e do Museu de Arte do Rio (MAR).

 

ANAISA FRANCO

 

Artista, cria interfaces que ligam o físico com o digital, utilizando conceitos da psicologia e das ciências cognitivas. Desde 2006 tem desenvolvido trabalhos em Medialabs, residências e comissões em Instituições. É mestre em Arte Digital e Tecnologia pela Universidade de Plymouth na Inglaterra, financiada pela Bolsa Alban e Bacharel em Artes Plásticas pela FAAP em São Paulo. Tem exibido internacionalmente em exposições como 5th Seoul International Media ArtBienalle em Seoul na Korea, ARCOmadrid, Vision Play no Medialab PRADO, Sonarmática no CCCB em Barcelona, Espanha. Tekhné no MAB e Mostra LABMIS em Sao Paulo, Live Ammo em Taipei, entre muitas outras.

 

CARMEN SLAWINSKI

 

Artista plástica e lighting designer, expôs seus trabalhos de pintura em Paris, Mônaco, Cagnes Sur Mer e La Garde. Em 1993 a luz entra na sua pintura e expõe no Centro Cultural Cândido Mendes (Ipanema) 1996 e no Museu Nacional de Belas Artes em 1998. Criou em 1999/2000 iluminação cinética para a fachada do Centro Cultural Banco do Brasil do Rio. Em 2002, fez a iluminação “Alice e o Barão na Cidade Maravilhas” no interior do túnel da rua Alice, ligando Laranjeiras ao Rio Comprido. Em 2008 realizou a instalação “Contenções” no Centro Cultural Parque das Ruínas. Em 2013 apresentou a obra “Tecendo planos com fios de luz” no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio. Em 2015, criou o projeto de iluminação do Projeto Paixão de Ler no Museu de Arte do Rio – MAR.