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AGENDA CULTURAL

O limiar entre colapso e rompimento.

A Galeria 18, Vila Madalena, São Paulo, SP, inaugurou a exposição individual do artista James Rowland, “Ossos da terra”, com curadoria de Valquíria Prates. Reunindo cerca de 20 esculturas.

James Rowland constrói suas obras com materiais como madeira, couro, látex, gesso, tecido e chifres, pigmentando-os com terra, argila e lama de mangue, uma combinação de elementos minerais, vegetais e animais que posiciona o trabalho em um lugar entre organismo e território, arquitetura e armadura, criando formas que parecem ser, simultaneamente, tanto estruturas quanto corpos e resíduos.

As esculturas investigam o limiar entre colapso e rompimento, tentando capturar o momento em que algo já não consegue ser contido. Rasgos, perfurações, saliências e deformações aparecem como marcas das forças que pressionam a matéria de dentro para fora, enquanto os espinhos, ossos e protuberâncias se apresentam como elementos de dualidade que sustentam e atravessam, protegem, mas também tensionam.

O uso de materiais maleáveis e instáveis, como látex e o couro, aprofundam a busca do artista pelo biomórfico, gerando corpos vivos atravessados por forças internas que são, ao mesmo tempo, frágeis e ameaçadoras. Em “Ossos da terra”, James Rowland constrói um espaço onde tudo é corpo vivo, atravessado por memória, pressão e transformação. As esculturas tornam visíveis as tensões que sustentam a vida, tanto em um corpo quanto no próprio mundo.

Sobre o artista.

James Rowland, nasceu na Austrália, mudou-se para a Escócia ainda criança. É formado em Geofísica pela Universidade de Edimburgo, Reino Unido, com um curso de designer-maker em marcenaria, pela escola britânica Waters & Acland.

Até 27 de junho.

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