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AGENDA CULTURAL

NA GALERIA OSCAR CRUZ

02/mar

A exposição coletiva “Partilha” com curadoria de Benedikt Wiertz, Galeria Oscar Cruz, São Paulo, SP, reúne um grupo de nove artistas procedentes de Minas Gerais e que tem em comum, passado ou estarem ainda ligados a Escola Guignard de Belo Horizonte: Barbara Schall; Benedikt Wiertz; Bruno Cançado; Guilherme Cunha; Isaura Pena; Julia Panadés; Mariana Rocha; Raquel Schembri e Ramon Martins. Alguns dos artistas apresentados possuem uma acentuada experiência no âmbito nacional e internacional enquanto outros são de formação recente. Muitos universos pessoais passam por uma escola de arte e atuar sobre essa produção exige uma articulação que se faz na partilha do sensível. Estão presentes nesta exibição as técnicas de desenho, pintura, escultura, fotografia, vídeo, performance e grafite que coabitam nessa dupla ação de construção do espaço da exposição e da distribuição de experiências e ações. A idéia de organizar a exposição “Partilha” surgiu de uma visita de Oscar Cruz a Galeria da Escola Guignard em 2010; uma boa oportunidade para o público conhecer essa vigorosa e surpreendente produção contemporânea. De 17 de Março a 28 de Abril.

IMAGENS DE CHAPLIN

01/mar

A exposição “Chaplin e Sua Imagem”, chega ao Centro Municipal Hélio Oiticica, Centro, Rio de Janeiro, RJ. Com arquivos da família do ator, as obras confrontam o homem e sua imagem, tentando mostrar como foi criado o mito que ele é hoje: ator, cineasta e bailarino, como certa vez havia comentado Nijinsky sobre Carlitos, seu famoso personagem. A mostra já percorreu países da Europa, além dos Estados Unidos e México. No acervo, os visitantes podem encontrar fotos e trechos dos filmes rodados pelo ator e conhecer um pouco mais de sua vida, da criação do personagem Carlitos e também a obra cinematográfica de Sir Charles Chaplin. Atarvés de filmes, projeções, fotografias, cartazes, manuscritos, o curador Sam Stourdzé “coloca uma lente sobre a vida e a produção deste criador de imagens que ilumina a cena da sociedade moderna e se mantém atemporais ao denunciarem questões latentes na humanidade”. De 06 de março a 29 de abril.

 

 

 

SAMICO EM LIVRO

A vida e a obra de Gilvan Samico, pintor e um dos gravadores mais importantes da história da arte brasileira, podem ser apreciadas através de livro (edição de luxo) publicado pela editora Bem-Te-Vi. Pernambucano, Samico é um dos principais nomes do Movimento Armorial. Autor de obras constantes nos mais destacados acervos públicos no país, como a Pinacoteca do Estado, São Paulo, o artista vive e trabalha em Olinda. O prefácio do livro é assiando pelo escritor Ariano Suassuna, a quem a obra de Samico foi elemento primordial para a fixação dos fundamentos do Movimento Armorial, além de textos do crítico de arte Weydson Barros Leal.

 

ÍCONES DE BRUNO VILELA

29/fev

 

O artista pernambucano Bruno Vilela inaugura a primeira exposição individual “Ouroboros”, na galeria Laura Marsiaj, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. A mostra apresenta desenhos e quatro grandes pinturas a óleo. Segundo o artista, as grandes proporções das telas permitem pintar com o corpo todo, não apenas com as mãos. Deuses, ícones religiosos, passagem de um plano a outro, divindades representantes da natureza e a própria natureza como divindade são temas recorrentes nos trabalhos do artista. Desde sua última série, Cabeça de Santo, resultado do prêmio Funarte de Incentivo as Artes Plásticas de 2010, a Umbanda é um dos temas centrais de seus trabalhos. Na Umbanda existem as giras dos povos do oriente, onde a religião egípcia é base de todas as religiões. Alguns ícones egípcios aparecem nos desenhos e nas obras de técnica mista, em que o artista usa desenhos e colagens. As múltiplas dimensões, materiais, planos, cores e formas tentam “descolar” o desenho do suporte, é um amalgama na fronteira entre o desenho e a pintura. Até 31 de março.

IRMÃOS CAMPANA NO CCBB/RIO

28/fev

 

 

A mais completa retrospectiva dos Irmãos Campana poderá ser conferida no Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB, Centro, Rio de Janeiro, RJ. A mostra, com 200 obras de 1989 a 2009, foi realizada pelo Vitra Design Museum, Weil am Rhein, Alemanha, onde permaneceu até fevereiro de 2010, percorrendo posteriormente outros museus da Europa. A curadoria de “Anticorpos” é de Mathias Schwarz-Clauss, curador do Vitra Design Museum. “Anticorpos” têm como foco o conjunto dos trabalhos dos irmãos Fernando e Humberto Campana – artes plásticas, peças de mobiliário e jóias –, elucidando suas estratégias, fontes de inspiração e as variadas abordagens do design que eles utilizam. A retrospectiva apresenta a maior parte dos trabalhos dos Irmãos Campana, incluindo coleções particulares, institucionais e a coleção Estúdio Campana. Um filme com imagens do balé “Metamorphoses”, cujos cenários e figurinos são de autoria dos Irmãos Campana, completa a mostra. Suas obras encontram-se no acervo dos principais museus do mundo, entre os quais o Vitra Design Museum, Alemanha, MoMa, Nova York, e George Pompidou, Paris. Fernando e Humberto Campana ganharam o Prêmio Especial Museu da Casa Brasileira, em 2001, e Designer of the Year, pelo Design Miami, em 2008. Até 06 de maio.

BOTERO EM PORTO ALEGRE

16/fev

 

“Dores da Colômbia”, mostra individual itinerante do pintor Fernando Botero, encontra-se no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Centro, Porto Alegre, RS. O conjunto perfaz um total de 67 quadros que foram doados pelo artista ao Museu Nacional da Colômbia, entre 2004 e 2005. “Dores da Colômbia” já foi apresentada em Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. As seis aquarelas, os 36 desenhos e as 25 pinturas, que já percorreram várias cidades europeias e latino-americanas, mostram os abusos sofridos pelo povo colombiano como consequência da ação de grupos guerrilheiros, políticos e paramilitares; uma triste realidade do continente. Até 08 de março.

MOMENTOS E MOVIMENTOS

A fotografia moderna e contemporânea, imagens captadas pelas lentes de 34 fotógrafos, brasileiros e estrangeiros, encontra-se em “Momentos e Movimentos”, exposição do Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado, Higienópolis, São Paulo, SP. Foram reunidas cerca de 170 fotos que mostram diferentes momentos históricos e movimentos da fotografia. A curadoria é de Rubens Fernandes Junior, diretor da Faculdade de Comunicação da FAAP e também crítico de fotografia. A exposição está dividida em cinco espaços: Moda, Comportamento e Estilo; O Corpo e suas Formas; O Retrato: atitudes e atuações diante do aparelho; Experimentações e Sonhos; e Fotomontagem. No acervo apresentado, os nomes de Horst P. Horst, Jean Manzon, Otto Stupakoff, Morgade, J.R Duran, Bob Wolfenson, Jean Moral, Pierre Boucher, Luiz Tripolli, Jairo Goldflus, Bob Gruen, Jean Solari, Paulo Vainer, Miro, Eduardo Simões, German Lorca, Thomaz Farkas, Mario Cravo Neto, George Love, Sarah Moon, Valdir Cruz, Pierre Verger, Stane Jagodic e registros das experiências performáticas de Flávio de Carvalho (de autoria desconhecida). Até 29 de abril.

RELEITURAS E INEDITISMO

Artista importante da geração 70, Ivens Machado, artista múltiplo (escultor, gravador, pintor e video-artista) demonstra na exposição “Educativo”, cartaz da Casa França-Brasil, Centro, Rio de Janeiro, RJ, expressiva parcela de seu talento através de “…uma paisagem feita de troncos (idealizada originalmente para a Bienal de São Paulo de 2004), uma sala de azulejos (referência a outro trabalho dele, de 1973), um filme (inédito) e uma instalação de caixas de papelão. Assim, Ivens criou para o espaço uma exposição que propõe refelexões acerca da memória e da lembrança”, palavras da Secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes. A curadoria é de Evangelina Seiler e Pedro Rivera. Até 15 de fevereiro. Até 29 de abril.

 

TARSILA DO AMARAL NO RIO

13/fev

O CCBB, Centro, Rio de Janeiro, RJ, apresenta “Tarsila do Amaral — Percurso Afetivo”, um retrospecto da vida e da obra da pintora Tarsila do Amaral, composta de 85 trabalhos da artista. O nome de Tarsila do Amaral faz parte da história da arte brasileira como uma vanguardista com presença marcante no Modernismo Brasileiro. Complementam a exposição objetos pessoais, diários de viagens, uma palestra-concerto e encontros com os curadores Antonio Carlos Abdalla e Tarsilinha do Amaral, sobrinha-neta da artista. No entanto, sua tela mais famosa, o “Abaporu”, pertencente ao acervo do MALBA, de Buenos Aires, desta vez não estará presente, assim como “A Negra”, da coleção do MAC, de São Paulo. Em compensação, consta “Antropofagia”, tela de igual importância como as demais citadas. A proposta da curadoria – para quem a exposição é “uma mostra de colagens de obras da artista” -, agrupou três telas de Tarsila nominando-as de “Trilogia carioca”, são elas: “Morro da favela”, “Estrada de ferro Central do Brasil” e “Carnaval em Madureira”, obras da fase conhecida como “Pau Brasil”. Tarsila do Amaral ainda será reverenciada em março com o livro “Tarsila-Os melhores anos”, pela M10 Editora, com autoria da crítica de arte Maria Alice Milliet. Até 29 de abril.

Projeto Foyer: MAM-Rio

09/fev

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, apresenta na programação do Projeto Foyer, “Tropical”, pinturas de Pedro Varela. O artista expõe com apresentação de Felipe Scovino: “Desde 2011, Pedro Varela vem explorando uma nova fase em sua produção, que é definitivamente o que se apresenta nesta exposição. São pinturas em acrílica cujo mote advém do conceito de natureza-morta…O trabalho de Varela constitui-se em uma coerência que cada vez mais se acentua. Mesmo sendo pinturas, a instância do desenho e de sua delicadeza mais sutil – características de fases de outrora – estão presentes. É uma pintura que se alimenta do desenho, e vice-versa. O pincel em determinados momentos vira uma ponta-seca, tal a precisão e a suavidade com que essas ornamentações são criadas. …a aquosidade do acrílico empregada pelo artista reordena aquilo que poderíamos chamar de erro, isto é, o transbordamento da tinta não é algo fortuito; pelo contrário, as marcas, texturas e manchas tecem uma ambientação que reforça a ideia de essa natureza estar flutuando. Esse dado etéreo, construindo um jogo de sombras e volumes que denota essa suspensão da matéria, e o fato de Varela retirar os objetos de sua banalidade e seu prosaísmo encontram ressonâncias nas influências assumidas do artista: Archimboldo, Eckhout e Guignard. Este último, ainda mais, por conta do desempenho problematizador do seu trabalho na concepção da chamada pintura de paisagem, e em especial por seu gosto pelo caprichoso e pelo decorativo”… De 11 de fevereiro a 15 de abril.

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