Instituto Tomie Ohtake, Pinheiros, São Paulo, SP, apresenta a exposição “Quando o museu é rio”. Em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, a exposição reúne artistas contemporâneos e acervos científicos, arqueológicos, etnográficos e biológicos para refletir sobre memória, território e as formas de produção de conhecimento na Amazônia.
Com curadoria de Ana Roman, Sabrina Fontenele e Vânia Leal, e curadoria científica de Nelson Sanjad, Sâmia Batista e Sue Costa, a mostra parte das reflexões desenvolvidas no projeto Um rio não existe sozinho e propõe uma investigação sobre o papel contemporâneo das instituições dedicadas à memória, à ciência e à produção de conhecimento sobre a Amazônia. “Quando o museu é rio” acontece paralelamente às mostras “Viva Viva Escola Viva”, sobre o movimento indígena das Escolas Vivas, e “Estrelas escolhidas”, individual do artista Luiz Zerbini.
Participam da mostra Déba Tacana, Elaine Arruda, Estúdio Flume, Francelino Mesquita, Gustavo Caboco, Mari Nagem, Noara Quintana, Paula Giordano, PV Dias, Rafael Segatto Barboza da Silva e Sallisa Rosa.
Para Nelson Sanjad, Sue Costa e Sâmia Batista, curadores científicos da exposição, a mostra trata de “conexões entre pessoas; entre campos do conhecimento; entre humanos e não humanos; entre diferentes territórios; entre passado, presente e futuro. Um museu permite, promove e alimenta essas conexões, tal como as raízes de um imenso manguezal, que respiram, amparam, nutrem, protegem e abrigam a vida que flui no entorno, a lama ancestral que nos torna um e tudo. Apenas o museu é capaz de transformar o particular no coletivo, expandir o indivíduo para o todo social, dar um sentido e o horizonte que pode nos unir”.
Até 16 de agosto.
