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AGENDA CULTURAL

Ricardo Homem expondo em Salvador.

A mostra “Beira Mar – Linhas Abertas” ocupará a Alban Galeria a partir do dia 20 de agosto.

O uso das cores, das formas quase sempre geométricas, da materialidade da pintura e da estruturação espacial como centro da pesquisa. Esses são os elementos que definem o trabalho do artista mineiro Ricardo Homem. Com uma trajetória de mais de 30 anos na arte contemporânea e um currículo que reúne exposições em diversos estados brasileiros, ele apresenta na Alban Galeria, Ondina, sua primeira exposição individual na Bahia.

Pintor e desenhista, Ricardo Homem frequentou a Escola Guignard, importante instituição de ensino artístico de Belo Horizonte, responsável pela formação de artistas de destaque no circuito mineiro, nacional e internacional. Ao longo de sua carreira, participou de exposições emblemáticas, como Panorama do Desenho Atual (1990), no MAM/SP e no Centro Cultural São Paulo, e da mostra BR/80 – Pintura Brasil Década de 80, no Instituto Itaú Cultural, em Belo Horizonte.

Entre planos de cor, superfícies monocromáticas ou marcadas por contrastes cromáticos, uma geometria construída “à mão e pulso”, o trabalho de Ricardo Homem se destaca por suavizar a aparente rigidez das formas. Os movimentos visíveis do pincel e as pequenas frestas entre um elemento e outro conferem maleabilidade às composições, aproximando a pintura de uma experiência sensível e intuitiva. Embora dialogue com a tradição da abstração geométrica, sua produção segue um caminho próprio. Como observa o pesquisador e curador José Augusto Ribeiro, responsável pelo texto crítico da exposição: “O que parece definir a obra de Ricardo Homem é a lógica interna de seu sistema de produção, ao mesmo tempo construtivo e intuitivo, autor de composições concisas e instáveis.”

Sobre o artista. 

Natural de Belo Horizonte, MG, 1961, Ricardo Homem é pintor e desenhista. Frequentou o curso de artes plásticas na Escola Guignard na década de 1980. Em sua trajetória destacam-se exposições coletivas e individuais em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, dentre elas: Panorama do Desenho Atual, em 1990, no MAM/SP, Centro Cultural São Paulo, em 1990, 1997 e 2003; Mostra BR/80 Pintura Brasil Década 80, no Instituto Itaú Cultural – Belo Horizonte em 1991. Expôs ainda no Museu de Arte da Pampulha – MAP, em 1990; em 2002, Tangenciando Amilcar, Diálogos, em Porto Alegre. Em 2009, apresentou a exposição Geometria Impura, no Centro Cultural Hélio Oiticica no Rio de Janeiro, MAM Salvador, Palácio das Artes – Belo Horizonte e em Recife. Participou da exposição Anos 80 nos 80 anos, da Fundação Escola Guignard, Belo Horizonte. Museu da Inconfidência, Ouro Preto, em 2025.

Até 10 de outubro.

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