Exibição em dupla 

07/jan

 

 

Em “Buscadores: a vitalidade da arte”, os artistas Bruno Schmidt e Roberto Barciela, em cartaz até 31 de janeiro na Casa de Cultura Laura Alvim, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, exibem suas últimas experiências artísticas. Distintos formalmente entre si, Bruno Schmidt comparece com série de obras viscerais criadas em composições vigorosas  sendo a maioria em grandes dimensões enquanto Barciela exibe-se de modo distinto e inteiramente oposto com pinturas e objetos geométricos; um trabalho cerebral, calculado em perfeito contraponto e contrastes de cores.  A mostra também pode ser visitada pelo Youtube, através do link https://youtu.be/AiIwXWqy__8. O vídeo tem uma duração de cerca de 10 minutos. A curadoria traz a assinatura de Paloma Carvalho.

 

 

Para a curadoria Bruno Schmidt “explora elementos prosaicos, papéis e emborrachados: signos, materiais descartados que vão deixando por terra seus significados e usos originais para serem percebidos como elementos plásticos, como material de trabalho” enquanto em sua visão, Roberto Barciela “desafia materiais industriais e aquela geometria. Formas animam-se, reagem a seus cortes. Dinâmicas, expressivas, adquirem a personalidade exuberante das cores acrílicas – lisas, brilhantes, intensas, mas contudo sem excesso de gestos.”

 

Representação de Emanoel Araújo

05/jan

 

 
A Galeria Simões de Assis, Curitiba, PR e São Paulo anunciou a representação do escultor, gravador e museólogo Emanoel Araújo.
 
Sobre o artista

 

 

Emanoel Araújo, nasceu em Santo Amaro da Purificação numa tradicional família de ourives, aprendeu marcenaria, linotipia e estudou composição gráfica na Imprensa Oficial de sua cidade natal. Em 1959 realizou – ainda em Santo Amaro – sua primeira exposição individual. Mudou-se para Salvador na década de 1960 e ingressou na Escola de Belas Artes da Bahia (UFBA), onde estudou gravura.

Foi premiado com medalha de ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália, em 1972. No ano seguinte recebeu o prêmio provindo da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor gravador, e, em 1983, o de melhor escultor. Foi diretor do Museu de Arte da Bahia (1981-1983). Lecionou artes gráficas e escultura no Arts College, na The City University of New York (1988). Expôs em várias galerias e mostras nacionais e internacionais, somando cerca de 50 exposições individuais e mais de 150 coletivas. Foi diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo (1992-2002) e fundador do Museu Afro Brasil (2004), onde é Diretor Curador. 

Em 2005, exerceu o cargo de Secretário Municipal de Cultura de São Paulo e em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição “Autobiografia do Gesto”, que reuniu obras de 45 anos de carreira.

 

“Franklin Cassaro – O Fantasma Chinês”, ocupação na vitrine da galeria Simone Cadinelli. Em seu primeiro trabalho da pesquisa sobre a China o artista cria “máquinas da prosperidade”, em “atos escultóricos”

22/dez

Vitrine chinesa

Em seu primeiro trabalho da pesquisa sobre a China, a que pretende se dedicar, o artista Franklin Cassaro cria “máquinas da prosperidade”, em “atos escultóricos” que ocupam a vitrine da galeria Simone Cadinelli, que dá para a Rua Aníbal de Mendonça, Ipanema, Rio de Janeiro. A quase totalidade de objetos, materiais e aparelhos foi comprada na China. Os demais foram construídos pelo próprio artista, que buscou seguir a lógica e a cultura chinesas nessa produção. A instalação “O Fantasma Chinês” integra a exposição “Como habitar o presente? Ato 3 – Antecipar o futuro”, com curadoria de Érika Nascimento.

A partir da ópera chinesa, suas cores e sonoridades, Cassaro criou uma cena teatral no espaço de cinco metros quadrados da vitrine da galeria, usando símbolos como  Velho Sábio, o dragão, porcelana, alfinetes perolados chineses e cédulas históricas de renmimbi (nome oficial da moeda da China, enquanto a palavra yuan, mais comum, é uma unidade de conta, o valor).

“Esta é uma exposição que fala de prosperidade. O objetivo principal é a produção de máquinas de prosperidade através dos atos escultóricos. Não são peças estáticas, se movimentam com o vento”, explica Franklin Cassaro. “A vitrine é visitável: pode ser vista do lado de fora ou penetrar. É um penetrável pensado para causar uma sensação”.

Franklin Cassaro embaralha conceitos de sorte/azar, correto/incorreto, e brinca com preconceitos com números que não trariam boa fortuna: na China se evita o “quatro”, pois sua pronúncia se assemelha à da palavra “morto”, ao passo que no ocidente é o “treze” o número temido.

O artista convidou sua filha Lara Cassaro, estudante de design na PUC, para ajudá-lo na pesquisa sobre a simbologia do vento, das nuvens chinesas. Ela é coautora de um dos trabalhos: são discos, feitos de caixa de papelão pintadas de preto, a mesma cor usada na parede, onde ela desenhou bordos dourados como se fossem a louça chinesa.

Até 16 de janeiro de 2021.

 

Tarsila do Amaral A Caipirinha, 1923

08/dez

 

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Fortes D’Aloia & Gabriel inaugura plataforma.

Entre as dez obras expostas na plataforma fdag-film está o novo trabalho de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, apresentado em primeira mão no seminário da arte!brasileiros em outubro.

 

Com dez trabalhos de artistas contemporâneos representados pela galeria, a Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, SP, acaba de inaugurar sua nova plataforma digital, intitulada fdag-film, dedicada a vídeos e filmes. Apesar de vinculada em um primeiro momento à participação da galeria na Art Basel OVR: Miami Beach, que aconteceu entre os dias 02 e 06 de dezembro, a página seguirá no ar como um espaço expositivo da casa.

 

Serão quatro edições ao ano, com variados recortes curatoriais. O primeiro, que segue no ar até dia 2 de março de 2021, reúne obras de Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, Jac Leirner, Tamar Guimarães, Armando Andrade Tudela, Cristiano Lenhardt, Janaina Tschäpe, Rivane Neuenschwander & Cao Guimarães, Sara Ramo, Sarah Morris e Rodrigo Cass.

 

Entre os 10 trabalhos, todos produzidos a partir dos anos 2000, está One Hundred Steps, filme de Bárbara e Benjamin que estreou em outubro na MANIFESTA 13, realizada este ano em Marselha. O trabalho, filmado entre a França e a Irlanda e que remete também à cultura artística árabe do norte-africano, teve trecho apresentado em primeira mão no VI Seminário Internacional Virtual ARTE!Brasileiros: em defesa da natureza e da cultura, que contou com participação da dupla. 

 

Também ganham espaço na fdag-film outras obras lançadas neste ano de 2020 como Botão, primeiro trabalho de Jac Leirner pensado para a esfera virtual, e SOAP, de Tamar Guimarães em colaboração com Luisa Cavanagh e Rusi Millán Pastori, inspirada em telenovelas brasileiras. Estas produções quase inéditas dialogam na plataforma com trabalhos de trajetória já consolidada como Quarta-feira de Cinzas (2006), de Rivane Neuenschwander & Cao Guimarães, e A banda dos sete (2010), de Sara Ramo.

 

 

Completam a lista de filmes e vídeos na plataforma Guaracys (2016), Mano que sostiene (2012), Rio (2012), Físico (2015) e Dreamsequence I & II (2002).

 

Fonte: Arte!brasileiros.

Galeria BASE com obras acromáticas

03/dez

 

A Galeria BASE, Jardim Paulista, São Paulo, SP, cumprindo todos os protocolos determinados pelas autoridades, encerra sua agenda de exposições de 2020 com a mostra coletiva “O que é raiz e não vértice”, expondo – até 23 de janeiro de 2021 –  aproximadamente 40 obras, entre pinturas e esculturas de Anna Maria Maiolino, Bruno Rios, Frans Krajcberg, José Rufino, Lucas Lander, Luiz Martins, Manoel Veiga, Marco Ribeiro, Mira Schendel e Véio. A curadoria é assinada por Paulo Azeco e a coordenação artística fica a cargo de Daniel Maranhão.

A exposição apresenta uma ampla representatividade de artistas de várias gerações e regiões do país com um ponto comum, alguns representados pela galeria, peças de acervo e outros convidados a participar de mostra que conclui o trabalho de um ano cheio de desafios. “A proposta da galeria é de trazer uma mostra onde a linguagem acromática cria um diálogo entre artistas de diferentes formações e épocas”, define Daniel Maranhão.

 

Optando pela ousadia de romper paradigmas, a Galeria BASE escolhe comemorar com ausência de cores e mostrar as possibilidades de representações artísticas em preto e branco, pois comunga com o conceito mencionado pelo artista Pierre Soulages de que quanto mais limitados os meios de expressão de que o artista dispõe, melhores são os resultados que ele pode alcançar.

 

O curador Paulo Azeco seleciona as obras onde sua importância e valor estético transcendem da utilização de cor: “desde as hoje aclamadas monotipias de Mira Schendel, o lirismo do trabalho de Anna Maria Maiolino até o poder expressivo das esculturas de Véio, a força se mostra por outros meios”, define.

 

Contrapontos e complementos contam histórias visuais em “O que é raiz e não vértice”. Frans Krajcberg, fez com que sua habilidade criativa e preocupação com sustentabilidade do planeta, em um momento em que o assunto não era destaque, gerasse obras de formas robustas e sofisticadas que independem de assinatura. São um manifesto por si. O trabalho de José Rufino utiliza elementos carregados de memória, oriundos sobretudo de seu legado familiar, como documentos, cartas entre outros itens de memorabilia.

 

Lucas Lander investiga o uso do carvão em construções ora figurativas, ora abstratas que extrapolam vigor; Marco Ribeiro apresenta obras inspiradas na arquitetura brutalista em nanquim enquanto Bruno Rios tem em sua pesquisa o uso constante do preto e não a considera uma cor que remete à tristeza, como muitos. Sua escolha é pela sofisticação do monocromatismo. Luiz Martins exibe trabalhos onde as formas remetem a seus antepassados indígenas, baseadas em representações rupestres plenas de pigmentos pretos, com uma profundidade que remete a cicatrizes ancestrais. Já as obras de Manoel Veiga exibem resultados abstratos, onde a partir da manipulação da imagem, enfatiza o confronto entre o claro e o escuro.

 

O que é raiz e não vértice” trata de como brasileiros contemporâneos fogem de duas características marcantes da arte Brasileira: o uso de cor e da geometria. Essa é uma pesquisa sobre os que vão contra essa corrente, investigando o avesso, sendo brasileiro sem cair nas obviedades do imaginário nacional.

 

Na trajetória da galeria, o monocromático sempre foi destaque em suas exposições. É uma de suas características que agora ampliamos e explicitamos. O mote principal da curadoria é um reflexo dos tempos sombrios que vivemos; o país entristeceu e esse fato justifica falar dessa arte que não é apenas sobre celebração e mais a respeito de reflexão”.

Paulo Azeco

 

 

 

 

“Em Suspensão” – instalação feita pela artista Virgínia Di Lauro na vitrine da galeria Simone Cadinelli

01/dez

OCUPAÇÃO

Simone Cadinelli Arte Contemporânea apresenta Em Suspensão”, ocupação feita pela artista Virgínia Di Lauro em sua vitrine voltada para a Rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. A instalação poderá ser vista até 14 de dezembro de 2020, e integra a exposição “Como habitar o presente? Ato 3 – Antecipar o futuro”, com curadoria de Érika Nascimento. Nascida em 1989 em Barra do Choça, sertão baiano, e há nove anos radicada em Porto Alegre, Virgínia Di Lauro faz um trabalho poético e forte em que aborda o universo feminino e sua ancestralidade. Em sua intervenção na vitrine da galeria, a artista usa elementos como colagens, em que pinta com tinta acrílica sobre superfícies diversas: fotografias de seu próprio corpo, páginas de um livro e voal, tecido fino e translúcido. A costura, um aspecto presente na obra de Virgínia, faz alusão às mulheres da família da artista, e à transmissão de saberes através do tempo, em sucessivas gerações.

 

 

São cinco os trabalhos que compõem a instalação: “Desmembrar o texto, descascar, repovoá-lo” (2020), um painel de 1,64m, com 20 quadros formados cada um por seis páginas do livro “A vida de D. Pedro I” (1972), de Otávio Tarquínio de Sousa, que a artista recolheu do chão em uma esquina do Centro da cidade de Porto Alegre; Suspensos do teto, ligados por um fio de lã vermelha, estão delicados corações feitos em argila, na obra “Corações estranhos em suspensão (do teto)”, de 2018; Em “De coração suspenso” (2020), a artista faz interferências fotográficas sobre fotografias em que se vislumbra seu próprio corpo, e ainda uma outra camada de intervenções, onde faz uma costura em fio de lã vermelha, e aplica tinta acrílica sobre papel Kraft; Em “Descortinar os olhos através dos nervos” (2020), o tecido serve de suporte para folhas do livro citado acima e fotografias, e a pintura em tinta acrílica e a costura em lã vermelha atravessam o trabalho; “Através dos nervos” (2020), em voal medindo 252cm x 82cm e com pintura em acrílica vermelha, é presa no alto da parede lateral, caindo suavemente sobre o chão, onde se estende por mais um metro.

A curadora Érika Nascimento ressalta que na instalação de Virgínia Di Lauro “observa-se a dualidade entre uma expectativa de delicadeza associada ao gênero feminino em uma sociedade patriarcal e a visceralidade e potência deste corpo”.

 

A exposição “Como habitar o presente? Ato 3 – Antecipar o futuro” fica em cartaz até 16 de janeiro de 2021, com obras de 21 artistas em diferentes suportes e linguagens, como fotografia, vídeo, instalação, pintura e objetos.

 

O público poderá ver ainda pessoalmente os 29 vídeos dos 27 artistas que fizeram parte do Ato 1 e do Ato 2, exibidos de julho a setembro na vitrine da galeria, ainda fechada ao público na época, e em seu site. Assim, o Ato 3 engloba os três momentos, somando, ao todo, 62 obras, de 45 artistas.

 

A exposição também ganhou um tour virtual 3D, para que os amantes da arte possam ver os trabalhos remotamente, como se estivessem visitando o local. Basta acessar o site https://www.simonecadinelli.com/.

 

todo poder à praia! all power to the beach!

 

Para OVR: Miami Beach, apresentamos todo poder à praia! com trabalhos de Aleta Valente, Arjan Martins, Cabelo, Jarbas Lopes, João Modé, José Bento, Laura Lima, Marcela Cantuária, Maria Laet, Maria Nepomuceno, OPAVIVARÁ!, Rodrigo Torres e Vivian Caccuri. Onde a praia de Copacabana no Rio de Janeiro se transforma em nosso espaço temporário de exposição, e a arte se interconecta com a cidade e o mar.
Clique abaixo para visualizar a nossa Online Viewing Room:

 

OVR

 

Convidamos todes para um bate papo com o coletivo OPAVIVARÁ! e Keyna Eleison, Diretoria Artística do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM, sobre um estar coletivo em espaços públicos.Quinta feira, 3 de dezembro, às 12h, timezone SP-Brasil.

 

Clique abaixo para se inscrever no bate papo no Zoom:

 

Inscreva-se aqui
As obras estão expostas no espaço físico da galeria.
Agende sua visita pelo email correio@agentilcarioca.com.br
Segunda a sexta, das 14h às 19h.
 

Estamos à disposição para maiores informações.
Esperamos vê-los em breve.

 

For OVR: Miami Beach, we present all power to the beach! with works by Aleta Valente, Arjan Martins, Cabelo, Jarbas Lopes, João Modé, José Bento, Laura Lima, Marcela Cantuária, Maria Laet, Maria Nepomuceno, OPAVIVARÁ!, Rodrigo Torres e Vivian Caccuri. Where Copacabana’s Beach in Rio de Janeiro is transformed in our temporary exhibition space and arts conects with the city and the ocean.
Click the link below to access our Online Viewing Room:
 

OVR

 

We would like to invite you for a chat with the collective OPAVIVARÁ! and Keyna Eleison, Artistic Director of the Museum of Modern Art of Rio de Janeiro – MAM, about a collective being in public spaces
Thursday, December 3, 12pm, timezone SP-Brazil.

 

Click below to sign up for the Zoom talk:

 

Register here

 

The artworks are exhibited at the gallery physical space.
Visits by appointment by the email correio@agentilcarioca.com.br
Monday to Friday, from 2pm to 7pm.

 

We remain available for further information.
We hope to see you soon.

 

A GENTIL CARIOCA
Rua Gonçalves Lédo, 11 e 17 sobrado – Centro
Rio de Janeiro – 20060-020 – Brasil
correio@agentilcarioca.com.br
WhatsApp: +55 21 985608524

ANEXO exibe o que não foi visto

 

 

 Anexo LONA, Centro, São Paulo, SP, com coordenação artística de Duílio Ferronato, reabre sua agenda expositiva de 2020 com a coletiva “Quase Fim” – virtual e presencial com agendamento prévio – e trabalhos de sete artistas convidados: Clara de Cápua, Daniel Mello, Gabriel Pessoto, Gabriel Torggler, Higo Joseph, Irene Guerriero e Maria Luiza Mazzetto.

 

“Este foi um ano que parecia não ter fim: projetos cancelados, meses intermináveis, notícias desencontradas e de quebra duas eleições conturbadas: uma local e outra internacional. Agora, com “Quase Fim”, o Anexo LONA se propõe a dar fim a 2020 com uma mostra dos trabalhos que perderam oportunidade de serem vistos. Os artistas convidados têm em comum além da persistência do trabalho no ateliê, projetos adiados e cancelados”, explica Duilio Ferronato. Desenhos, pinturas, vídeos e esculturas em exposição, exibem um recorte desse período criativo em confinamento.

 

Clara de Cápua reflete sobre as lembranças que vão se esvaindo e acabam por deixar um buraco na memória enquanto Daniel Mello desenvolve uma pesquisa através do gestual, onde o movimento das mãos e braços faz com que o suporte revele cores e formas intensas. Irene Guerriero mantém seu olhar nas transformações da natureza, mas desta vez também com uma atenção a mais nos espaços vazios; Higo Joseph, que também trabalha com grandes regiões abertas, mantém espaços no papel a serem preenchidos. Gabriel Pessoto desenha, dobra e costura papéis numa tentativa de revelar discussões do lugar do gênero humano e Gabriel Torggler esculpe pequenas peças e as coloca numa paisagem azul, como um grande mar. Maria Luiza Mazzetto, inspirada em organismos vivos, vai preenchendo o papel de forma a princípio intuitiva mas com elaboração bioquímica criando um efeito visual que transforma o visitante em um ser hipnotizado.

 

A proposta de “Quase Fim” é a de arrematar 2020 com cores, formas e bom humor!

 

“Atualizamos nossas questões de virada. Vamos deixar 2020 para ser contado como um ano dolorido e difícil, mas que ao mesmo tempo nos proporcionou tempo para reorganizar questões que o cotidiano vai postergando”, conclui Duilio Ferronato.

 

Um pouco da história do isolamento de cada um:

 

Clara de Cápua — Esta obra integra um projeto desenvolvido após o falecimento de seu pai, em agosto de 2019. Em uma série de trabalhos, busca-se refletir sobre os limites entre presença e ausência. Sobre uma seleção de arquivo fotográfico pessoal – fotos tiradas pela mãe da artista entre os anos 1970 e 1980, em GO e MT – pequenas interferências são realizadas. A figura do pai é recortada em cada uma das cenas.

Daniel Mello — Série de paisagens abstratas onde explora a ilusão de profundidade em uma superfície bidimensional. A pintura acontece em camadas de tinta sobrepostas e sua narrativa é construída através de processo de criação e transgressão dos planos geométricos. Combinação de diferentes formas, elementos gráficos e materiais.

 

Higo Joseph — As esculturas buscam inspiração em monumentos megalíticos, como menires e dolmens, erguidos por diferentes culturas e períodos, desde o paleolítico até o século 19. Já meus trabalhos de aquarela e pintura buscam reflexões relacionadas aos limites, embates e aproximações, explorando a distribuição das formas no espaço.

 

Irene Guerriero — Cor e natureza são os principais assuntos de sua poética em pinturas a óleo ou acrílica sobre tela e colagens sobre papel. Viver num país tropical com vistas coloridas e luz intensa tem um impacto significativo no trabalho, além do movimento psicodélico dos anos 1960. Começando por um ponto equidistante de onde seja possível ajustar um foco na natureza externa e interna, concomitantemente, faz recortes que formam paisagens oníricas.

Gabriel Pessoto — Apresenta parte da série “ambiente moderno”, desenvolvida ao longo de 2020, que se desdobra em mídias variadas. A pesquisa discute a imagem enquanto elemento que opera na construção de desejos e idealizações românticos e eróticos e reflete sobre o trânsito que sofrem entre o analógico e o digital. Também discute papéis de gênero e de pontos de encontro entre conceitos talvez conflitantes como arte x artesanato, público x privado e útil x enfeite.

 

Gabriel Torggler — Propõe uma tentativa de evidenciar alguns personagens contidos nos desenhos que passam muitas vezes despercebidos, devido ao acúmulo de informações no papel, e os pequenos objetos que são muitas vezes banalizados pela saturação de oferta. Utilizo o latão e o inox com o intuito de emular metais valiosos como a prata e ouro criando assim um jogo de valores.

 

Maria Luiza Mazzetto — Constrói mundos orgânicos. Desenhando sobre papel, cria grandes paisagens ou fragmentos de paisagem que poderiam dizer sobre o fundo de mares ou o interior de um organismo vivo, incluindo a proliferação de sociedades fantásticas. Partindo dos desenhos, agora experimenta a colagem, a animação e o biscuit. Para a artista, os organismos vivos, tanto animais, quanto vegetais ou microorganismos são visualmente semelhantes em suas estruturas internas e externas, evidenciando uma proximidade do ser humano com seu entorno natural.

 

Até o dia 30 de janeiro de 2021