Obras de Tarsila do Amaral em Brasília.

11/fev

Com obras de 10 instituições nunca reunidas em um único espaço e vindas de São  Paulo, a exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral” desembarcou no Centro Cultural TCU, Brasília, DF, com 63 obras da artista mais icônica do Modernismo brasileiro. Com curadoria de Karina Santiago, Rachel Vallego e Renata Rocco, a mostra faz um passeio original pela obra da artista ao abordar temas que  combinam a trajetória estética de Tarsila do Amaral com seu percurso de vida.

A curadoria quis explorar um recorte alternativo à forma cronológica que geralmente conduz as exposições de Tarsila do Amaral. “O que estamos fazendo é mostrar a Tarsila de forma que nunca foi mostrada, então temos um recorte em quatro núcleos nos quais não necessariamente uma obra que faz parte da imagem das fases da Tarsila está relacionada ao tema”, explica Karina Santiago. Além dos núcleos com as obras, haverá também uma sala imersiva, com curadoria de Paola Montenegro e Juliana Miraldi, para explorar detalhes do “Abaporu” (1928), obra emblemática da produção da artista e que hoje pertence ao Museu da Arte Latina de Buenos Aires (Malba). 

Até 10 de maio.

O livro da obra de Maria Klabin.

10/fev

Em meio à exposição “Língua d’água”, na Nara Roesler São Paulo, lançará o livro “Maria K.”, o primeiro dedicado à obra da artista Maria Klabin (1978, Rio de Janeiro). Com 256 páginas, capa dura, formato de 17,5 x 24,5cm, bilíngue (port/ing), a publicação editada por Nara Roesler Books tem apresentação de Luis Pérez-Oramas e textos de Pryscila Gomes e Pollyanna Quintella. Na ocasião, a artista conversará sobre seu trabalho com Pollyanna Quintella. “Língua d’água”, que reúne pinturas e desenhos inéditos de Maria Klabin, fica em cartaz até 28 de fevereiro.

Luis Pérez-Oramas – diretor artístico de Nara Roesler, poeta, historiador da arte, curador-chefe da 30ª Bienal de São Paulo (2012) – destaca em seu texto de apresentação uma característica marcante na obra de Maria Klabin: “Olhar o corpo que dorme, assim como olhar o resíduo de legumes e alimentos – o hermetismo das frutas – é como olhar para a pintura que nos olha: isto é, olhar aquilo que nos espera, aquilo que supõe nossa existência, mesmo que nós ignore. Olhar o que nos olha potencialmente, mesmo a partir de seus restos”.

Pollyana Quintella assinala em seu texto que “…há mais de trinta anos Maria escolhe seus motivos entre o que é mais íntimo, mais repetido, mais disponível e, por isso mesmo, mais carregado de silêncio”.

Lourival Cuquinha em exposição coletiva.

09/fev

O artista Lourival Cuquinha participa da exposição coletiva “Toda vez que dou um passo o mundo sai do lugar”, realizada pelo Banco do Nordeste Cultural em parceria com a VIVA do Brasil, em cartaz na Galeria Janete Costa no Parque Dona Lindu, em Recife, PE. 

Com curadoria de Beth da Matta e Jacqueline Medeiros, a exposição reúne obras de 44 artistas pernambucanos e nasce da potência, da pluralidade e da inventividade que caracterizam o cenário das artes visuais em Pernambuco. Através da produção de artistas de diferentes gerações, linguagens e poéticas, a exposição marca a estreia das atividades do BNB Cultural na capital pernambucana, reafirmando seu compromisso com o fomento à arte contemporânea.

A mostra propõe um diálogo entre artistas de diferentes gerações, linguagens e técnicas. As obras exploram temas contemporâneos e identitários por meio de suportes diversos, incluindo pintura, materiais orgânicos e processos experimentais. Lourival Cuquinha participa da exposição com “Senador” (2018), articulando debates ainda latentes no cenário político brasileiro. 

Até 26 de abril.

Símbolo emblemático da França.

06/fev

A capital paulista recebe a exposição inédita Galo Parade, que reúne 10 esculturas gigantes do galo gaulês (Le Coq Gaulois), um dos símbolos mais emblemáticos da França, criadas por artistas contemporâneos brasileiros. As obras celebram a conexão cultural entre Brasil e França por meio da arte e poderão ser visitadas gratuitamente até 22 de fevereiro, na Esplanada Cetenco Plaza – 3 entradas (dias úteis):Av. Paulista, 1842; ⁠Rua Frei Caneca, 1381; Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72.; aos finais de semana, pela Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72.  

O galo gaulês tem origem em um trocadilho da língua latina, na qual gallus significava tanto “galo” quanto “habitante da Gália”, nome antigo da França. Ao longo dos séculos, o símbolo ganhou status nacional, representando valores como vigilância, coragem e orgulho. Na Galo Parade, esse ícone é reinterpretado por artistas com vínculos com a cultura francesa, seja por meio de vivências, estudos ou referências artísticas. Participam da exposição Isabelle Tuchband e Thiago Neves, artistas que já levaram suas obras à França em mostras coletivas e individuais, além de Aline Fraga Seelig, Ana K Brizzi, Carol Murayama, Caligrapixo, Cris Campana, Isa Silva, Kamila de Deux e Mateus Bailon. A curadoria é assinada pela francesa Catherine Duvignau. Como parte das ações comemorativas, a entrada do edifício onde está localizado o escritório da Pluxee, em Pinheiros, receberá a pintura de um galo gaulês, criada pela artista Kamila Mello, em celebração à conexão cultural entre Brasil e França. 

“Ao ocupar o espaço urbano durante o período do aniversário da cidade, a Galo Parade convida o público a uma experiência estética vibrante, reforçando São Paulo como um território de encontro entre culturas, linguagens artísticas, arte acessível e histórias compartilhadas”, comenta Catherine Duvignau.

A cor como linguagem.

O artista Pivetti participa da exposição “Cromatismo: Alegoria das Cores”, que abriu, no Vogue Gallery BR, localizado no Vogue Square, Rio de Janeiro, RJ. Carioca, Pivetti apresenta as obras “Engolindo Sapo” e “Drag King”, nas quais aposta na clareza da emoção e na força da cor como linguagem. A curadoria é assinada por Fátima Simões.

Presença brasileira na ZonaMaco.

05/fev

A Simões de Assis, São Paulo/Curitiba/Balneário Camboriú, apresenta na ZonaMaco 2026, Centro Citibanamex, Av. del Conscripto 311, Lomas de Sotelo Hipódromo de las Américas, Miguel Hidalgo, Ciudad de México, uma seleção de obras que tem como eixo a ideia de matéria e de suas transformações e metamorfoses. A arte latino-americana tem sido, há muito tempo, celebrada por suas contribuições aos movimentos Concreto, Geométrico, Cinético e à Op Art, como se a produção visual da região tivesse começado apenas na década de 1950 e se limitasse exclusivamente a esses meios e discursos. No entanto, sabemos que existem aspectos visuais muito mais amplos que podem ser reconhecidos do México à Argentina, do Atlântico ao Pacífico, e que, há séculos, artistas vêm criando perspectivas, estéticas, narrativas e modos de existir singulares. Com esta seleção, a galeria busca fomentar uma discussão sobre a investigação de diferentes materiais em contextos e poéticas distintas, bem como sobre sua importância na Arte Contemporânea.

Artistas:

Abraham Palatnik, Carlos Cruz-Diez, Dashiell Manley, Felipe Suzuki, Gabriel de la Mora, Jean-Michel Othoniel, João Trevisan, Juan Parada, Julia Kater, Macaparana, Manfredo de Souzanetto, Mano Penalva, Marcia de Moraes, Mika Takahashi, Patricia Iglesias Peco, Sergio Lucena e Thalita Hamaoui.

Uma conversa entre artistas e crítico.

A Galatea, São Paulo, SP,  convida para uma conversa especial em torno da mostra “Guilherme Gallé: entre a pintura e a pintura”, reunindo o artista Guilherme Gallé, o pintor Paulo Pasta e o crítico de arte Tadeu Chiarelli, autor do texto crítico da exposição. O encontro acontecerá neste sábado, dia 07 de fevereiro, às 11h, na unidade da Galatea na Padre João Manuel.

Situadas no limiar entre abstração e sugestão figurativa, as obras de Guilherme Gallé apresentam uma geometria recorrente que não se impõe como ordem fixa, mas como um sistema instável que articula cheios e vazios, proximidades e distâncias. “No caso, são pequenas saliências ou reentrâncias espalhadas pelo plano que levam o espectador a voltar-se para uma visualização háptica, que supere aquelas espécies de pequenas barreiras interpostas pelo artista”, escreve Tadeu Chiarelli.

O Abre Alas.

04/fev

A Gentil Carioca convida para a abertura da 21ª edição do Abre Alas, evento que abre o calendário anual, apresentando novos nomes da arte contemporânea.

Nas galerias, estarão em exibição obras de 14 artistas selecionados pelos curadores Felipe Molitor, Lena Solano Guedes e Ramon Martins: Ana Luiza Domicent, Ana V. Lopes, David Caicedo Alzate, Felipe Braga, Jean Deffense, Leticia Morgan, Lucas Emanuel, Lucas Speranza, Oriana Pérez, Sheila Kracochansky, Telma Gadelha, Thatiane Mendes, Vicente Baltar e Yara Ligiéro.

Rio de Janeiro – Sábado, 07 de fevereiro 18h – 1h30

No sábado, 07 de fevereiro, a unidade do Rio de Janeiro recebe as obras selecionadas para a exposição. Nas ruas, performances artísticas e muita música, celebram o dia com show do bloco da Orquestra Voadora, e sets dos DJs Glau e Matteo, além do clássico concurso de fantasias que marca também o início do Carnaval carioca.

Programação

18h – Abertura | 19h30h – Performance David Caicedo Alzate | 20h30 – Bloco da Orquestra Voadora | 21h30 – Concurso Melhor Fantasia | 23h – Encerramento exposição | 22h30 – 00h30 – DJ Matteo | 00h30 – 1h30 – DJ Glau

 

São Paulo – Quarta-Feira, 11 de fevereiro 17h – 21h

Na quarta-feira, 11 de fevereiro, A Gentil Carioca abre as portas do espaço em Higienópolis levando a magia carioca para a Travessa Dona Paula. A noite contará com performance do artista David Caicedo Alzate e set com a DJ Thais Queirós.

Programação

17h – abertura | 18h30 – Performance David Caicedo Alzate | 19h – DJ Thaís Queiroz | 20h30 – Performance David Caicedo Alzate | 21h – Encerramento.

Uma seleta em pequenos formatos.

03/fev

Um um formato exclusivamente digital, a Almeida & Dale, São Paulo, SP, apresenta uma curadoria de obras de seu acervo. A seleção inaugural destaca pequenos formatos na obra de artistas em evidência no circuito contemporâneo e de figuras emblemáticas da arte do século XX.  

Esculturas em prata e resina, aço corten, caixas de fósforo, cerâmica e bronze de Tunga, Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lidia Lisbôa e Efrain Almeida, respectivamente, dialogam com óleos de Lorenzato, Paulo Pasta, Alex Červený, Louise Bourgeois, Miriam Inez da Silva, David Almeida, Rodrigo Andrade, e acrílicas de Rubem Valentim e Jaider Esbell. Somam ainda o conjunto obras de Hélio Melo, Leonilson, Sara Ramo, Eleonore Koch, Adriana Varejão, Tarsila do Amaral e de Henrique Oliveira.

Obras emblemáticas.

02/fev

No dia 06 de fevereiro, às 16h, a curadora Denise Mattar realizará uma visita guiada à exposição “Geometria Visceral”, que apresenta um panorama da mais recente produção do artista paulistano Gilberto Salvador no Paço Imperial, Rio de Janeiro, RJ. Com entrada gratuita, a visita contará com tradução em libras. A mostra, que ocupa todos os três salões do segundo pavimento do Paço Imperial, pode ser vista até o dia 1º de março.

A exposição apresenta cerca de 40 obras, entre pinturas, esculturas e vídeos. Há 17 anos sem expor no Rio de Janeiro, o artista tem uma forte relação com a cidade, tendo criado, inclusive, obras que retratam a paisagem carioca. Preocupado com a acessibilidade, o artista, que tem dificuldade de locomoção devido à paralisia infantil que teve aos nove meses de vida, criou duas esculturas táteis, que podem ser tocadas pelos visitantes. “Eu acho fundamental o público ter essa experiência”, afirma o artista.

A exposição é uma oportunidade para o público carioca ter contato com a obra deste importante artista, que tem mais de 60 anos de trajetória e nunca deixou de trabalhar, mesmo diante de tantas adversidades. A mostra está focalizada na produção mais recente do artista, mas começa com obras emblemáticas criadas nas décadas de 1960 e 1970, que pontuam o percurso de Gilberto Salvador nas artes. Entre elas está “Viu…!” (1968), que destaca o embate com a Ditadura militar, período de extrema importância na obra de Gilberto Salvador. “Desde os seus primeiros trabalhos nos anos 1960, Gilberto soube fundir a racionalidade construtiva com um ímpeto visual orgânico. Suas primeiras experimentações gráficas e pictóricas revelam uma consciência política imbricada ao ato plástico – a cor como discurso, o traço como denúncia”, conta a curadora.