Experiências compartilhadas entre Brasil e África.

18/jun

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Parque Ibirapuera, São Paulo, SP, apresenta a exposição “Ginga – A celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica”, que reúne o artista beninense Aston e as artistas brasileiras NeneSurreal e Mariana Calle em uma reflexão sobre futebol, cultura, pertencimento e experiências compartilhadas entre Brasil e África.

Ginga: Aston, NeneSurreal e Mariana Calle transformam o futebol em arte e pertencimento no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Por meio do futebol, a exposição aproxima arte urbana, ancestralidade e experiências compartilhadas entre Brasil e Benim.

A mostra traz intervenções inéditas de duas importantes representantes da arte urbana contemporânea brasileira, que utilizam suas vivências como mulheres negras para discutir memória, território, identidade e comunidade a partir do universo do futebol.

Ao reunir as produções de Aston, NeneSurreal e Mariana Calle, a exposição propõe um olhar ampliado sobre o futebol, compreendido não apenas como esporte, mas como fenômeno cultural capaz de conectar histórias, territórios e experiências compartilhadas em diferentes contextos afro-atlânticos. A experiência expositiva é complementada por mesas de futebol de botão representando seleções de diferentes países, criando um ambiente de interação que aproxima o público das dinâmicas do jogo e reforça o caráter coletivo e participativo da mostra.

Até 02 de agosto.

Ygor Landarin novo artista representado.

17/jun

A Galatea, Jardins, São Paulo, SP, anuncia a representação do artista Ygor Landarin. O artista nasceu em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, 1995, e cresceu em Florianópolis, Santa Catarina. Formou-se na Escola de Artes Visuais Parque Lage, no Rio de Janeiro, em 2018, sendo selecionado para o curso Formação e Deformação, da mesma instituição. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Sua pesquisa artística aborda memórias e heranças visuais ligadas à cidade onde cresceu, desenvolvendo uma poética que aproxima arte e arqueologia, através da escultura, do bordado e da experimentação com diferentes materiais como a areia, a porcelana fria e o cimento. Muitas vezes, seus trabalhos criam abstrações relacionadas a concheiros e sambaquis, investigando camadas de tempo, permanência e transformação.

Desde 2017, colaborou com a artista Brígida Baltar (1959-2022), passando a integrar, posteriormente, a equipe de conservação, memória e continuidade de projetos do Instituto Brígida Baltar. Referência fundamental em sua trajetória, a artista influenciou diretamente a incorporação do bordado na prática do artista. 

Ygor Landarin já participou de residências artísticas como: FAAP (São Paulo) e Domo Damo (São Paulo). Entre as coletivas que integrou, destacam-se: 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito (MAM-SP); Falácia Natural (Galeria Refresco); A ética e a estética na era da imagem (Centro Cultural Correios RJ); Manguezal (CCBB RJ) e a Bienal de Coimbra (Portugal). Em 2019 e 2021, realizou exposições individuais na Galeria Inox, no Rio de Janeiro, intituladas Ano azul e Corpo Contido, respectivamente. O artista também possui obras na coleção do Museu de Arte do Rio – MAR e em 2026 foi indicado ao Prêmio Pipa.

Estreia de duas novas exposições.

16/jun

A Galeria Raquel Arnaud, Vila Madalena, São Paulo, SP, inaugurou duas exposições que seguem em cartaz até 22 de agosto.

Em “nem mais nem menos, pinturas recentes”, de Carlos Zilio, com curadoria de Tadeu Chiarelli, o artista investiga a pintura como palco de sua própria condição, em preto e branco, entre a superfície e a ilusão.

Já em “etéreas”, com curadoria de Paula Borghi, as artistas Carla Chaim, Marina Weffort, Amalia Giacomini e Laura Belém habitam o espaço entre o vazio e a matéria, onde o que é retirado é tão essencial quanto o que permanece.

Ideais românticos e ideias de cuidado.

Pequeno Destino Amororso.

Small Amorous Destination.

Na arte contemporânea, o amor, o erotismo, bem como os sofrimentos e as desilusões, são o motor da prática de muitos artistas que, desde o século XX, têm reelaborado e complexificado o que é amar. Essas obras, que recorrem a mitologias clássicas e a registros íntimos das sensações despertas pelos encontros, nos confrontam com os aspectos desmedidos das emoções, assim como nos convidam a reconfigurar ideais românticos e as ideias de cuidado. 

Neste viewing room, inspirado pela celebração dessas relações, a Almeida & Dale, Jardins, São Paulo, SP, apresenta uma curadoria de obras de seu acervo em um formato exclusivamente digital.

Veja obras de Cícero Dias, Daiara Tukano, Dudi Maia Rosa, Eliseu Visconti, Ernesto Neto, José Leonilson, Lais Myrrha, Lidia Lisbôa, Maya Weishof, Miriam Inez da Silva, Nelson Felix, Paulo Pires, Rubens Gerchman, Sara Ramos, Sidney Amaral, Tracey Emin e Victor Arruda. 

O modernista Portinari no Masp.

15/jun

A exposição “Portinari Popular”, no Masp, Avenida Paulista, São Paulo, SP, revela o olhar branco sob o corpo negro. Retirantes, cangaceiros, sambistas e moradores do morro estão em alguns dos retratos do artista plástico paulista. Um dos principais representantes da escola modernista no Brasil, Cândido Portinari (1903-1962) retrata um Brasil construído pela mão de obra negra, já destacada à margem da sociedade por decorrência do processo escravagista, mas que vê no trabalho sua redenção. O acervo, de cerca de 50 obras, contém obras do próprio MASP, de colecionadores e de outros museus do Brasil e do Mundo. 

As obras variam entre a escassez de água e de vida marcada pelas formas deformadas dos retirantes, o trabalho nas plantações, a vida nas favelas e nas periferias. Algumas imagens, hoje consolidadas como estereótipos da Negritude, tiveram um papel importante naquele período, no qual os negros e negras eram totalmente invisibilizados nas obras artísticas ou apareciam ainda como figuras subalternas. 

Para Renata Felinto, que é artista plástica e doutora em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo, Portinari “deu visibilidade ao desejo do Estado Vargas de apagar as diferenças sociais entre negros, brancos e afrodescendentes de forma geral”. Segundo ela, a principal ferramenta usada para cumprir esse propósito foi a representação do negro no trabalho, a exemplo do “Lavrador de Café”. “Portinari incorporou o conceito de pés e mãos exagerados objetivando ressaltar a importância desses membros na labuta diária, no ganha-pão, no enobrecimento dos que plantam e colhem de sol a sol”, analisa.

As mulheres negras aparecem de várias formas: são mulheres grandes, segurando latas de água, baianas descendo o morro, ou simplesmente andando, como a “Mulata de vestido branco”, mulher sem face que caminha ao vento. Com relação à vida urbana, Portinari pintou mais de uma vez as favelas, cujas representações são coloridas e influenciadas pelo Cubismo. Em uma delas, vê-se uma família negra onde o homem toca violão no pé do morro. Em outra, vê-se um homem negro, boêmio, tocando flauta na rua. 

Renata Felinto considera que essas representações que se pretendem elogiosas é comum. “Figuras assim que tendem a estigmatizar negros e negras são recorrentes na produção do período de 1920 a 1960 de alguns artistas modernistas”, conta. Apesar disso, o artista plástico Moisés Patrício acredita que a obra de Portinari cumpre um papel fundamental de revelar as origens do povo brasileiro. “Com sua obra, ele aponta que existe uma nação chamada Brasil, que foi construída por determinadas mãos, por um determinado cenário, por algumas mortes e dores”, considera.

Moisés Patrício entende ainda que Portinari foi um grande observador da cultura brasileira marcada por influências nordestinas, rurais, indígenas e negras. “Ele tentou dar visibilidade para uma parcela da população que sempre foi considera desimportante, excluída, e faz um resgate de elementos simples como a cabaça, a pipa, o baú, que surgem em muitas imagens, dando um ar misterioso às obras”, pontua.

A exposição vai até 15 de novembro e é gratuita todas as terças-feiras.

Fonte: Brasil de Fato.

Três artistas na Almeida & Dale.

12/jun

A exposição “Matéria Escura” reúne obras de Erika Malzoni, Jacque Faus e Manuella Silveira sob curadoria de Ana Roman, no espaço da Almeida & Dale no número 1430 da rua Fradique Coutinho, Vila Madalena, São Paulo, SP.

A partir das obras das três artistas, a curadoria propõe reflexões sobre a instabilidade e a constante mutação da matéria e das imagens, oferecendo um contraponto à hipervisibilidade de nossos tempos.

A curadora Ana Roman se inspira nos estudos da astrônoma estadunidense Vera Rubin, que descobriu a matéria escura – uma forma invisível de matéria que não emite nem reflete luz, mas cuja existência é percebida pelos efeitos gravitacionais que exerce sobre galáxias e estruturas do universo – para formular a exposição que investiga como a materialidade se anuncia ou dissimula e o que ainda escapa à classificação e à interpretação. Em oposição à tradição moderna, iniciada com o Iluminismo, que se resvala na objetividade científica para dominar e esclarecer o mundo, na mostra Ana Roman busca os limites dessa compreensão a partir do desconhecido ou inexato exposto na pesquisa de Vera Rubin.

“Esta exposição tem como ponto de partida esse lugar das incertezas. Erika Malzoni, Jacque Faus e Manuella Silveira chegam a ele por caminhos distintos, mas todas elas tensionam, à sua maneira, a fronteira entre o que aparece e o que sustenta o aparecimento, entre o dentro e o fora das coisas, entre o que a matéria mostra de si mesma e o que ela guarda”, descreve a curadora.

Em “Matéria Escura”, as obras se aproximam, portanto, não por uma semelhança formal ou de linguagem, mas por reverberarem de diferentes modos a impossibilidade de domínio e interpretação completa da matéria.

Esculturas e relevos de Anderson Borba.

11/jun

Fortes D’Aloia & Gabriel, FDAG Barra Funda, São Paulo, SP, apresenta “Fugido”, exposição de Anderson Borba que reúne esculturas e relevos produzidos a partir de materiais orgânicos, industriais e encontrados, como madeira, pedra, bronze, argila, papel e alumínio. Dispostas em cortejo ao longo da galeria, as obras assumem a forma de corpos antropomórficos híbridos, marcados por uma fisicalidade instável e por referências que transitam entre formas ancestrais e imaginários extraterrestres. A montagem confere às esculturas uma dimensão ritualística e conspiratória, como se as figuras estivessem reunidas em cerimônia, procissão ou assembleia secreta. Relacionando-se entre si como partes de um organismo maior, as obras ativam uma potência animista por meio da interação entre matéria, gesto e presença abstrata.

Em “Fugido”, Anderson Borba apresenta um conjunto de esculturas e trabalhos de parede que aprofunda seu interesse por formas desviantes, corpos em mutação e narrativas não lineares. O título da exposição evoca deslocamento, fuga e transformação, atravessando questões ligadas à migração, à ancestralidade e à metamorfose da matéria. Entre estruturas de caráter brutalista e composições altamente táteis, as obras constroem um ambiente em que referências históricas, ficcionais e existenciais coexistem em permanente tensão.

Até 1º de agosto. 

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As pinturas de Rebecca Watson Horn.

A Fortes D’Aloia & Gabriel FDAG Barra Funda, apresenta “A palavra errada”, primeira exposição de Rebecca Watson Horn na galeria. Produzidos integralmente em São Paulo, os trabalhos apresentados resultam de um período de permanência da artista na cidade, durante o qual absorveu ritmos, atmosferas e impressões que atravessam o conjunto da mostra. A exposição reúne as maiores pinturas realizadas por Rebecca Watson Horn até o momento, além de uma série de trabalhos têxteis verticais.

As pinturas de Rebecca Watson Horn são construídas a partir de camadas de tinta a óleo aplicadas sobre juta montada sobre tela, combinação de materiais que produz superfícies densas, marcadas por acidentes, texturas e uma forte dimensão tátil. Em uma paleta que transita entre vermelhos profundos, verdes terrosos, amarelos luminosos, cinzas esverdeados e tons rosados, formas alongadas e campos cromáticos se expandem acompanhando a trama do tecido, incorporando sua estrutura à própria composição.

Ao manipular vestígios da linguagem, Watson Horn cria situações em que o sentido se acumula e se desfaz continuamente. O olhar é convidado a vagar pela superfície ou a se deter em determinados trechos, como se acompanhasse oscilações entre pensamento e sensação, entre a fluidez da imaginação e a materialidade da pintura. Suas composições funcionam como registros visuais de estados perceptivos, articulando ritmos, memórias e associações que resistem à interpretação imediata.

Sobre a artista.

Nascida em Boston e radicada em Nova York, Rebecca Watson Horn (1981) desenvolve uma prática centrada na pintura e no têxtil, investigando as relações entre linguagem, abstração e materialidade. Entre suas exposições individuais recentes estão Sono, na Villa di Geggiano, em Siena, Itália; The Secret Life of Vowels, na Emanuela Campoli, em Paris; Sigils, na Auroras, em São Paulo; Letters as such, na Deli Gallery, em Nova York; Rebecca Watson Horn, na White Columns, em Nova York; e Rub It In, na Soloway, no Brooklyn. Seu trabalho também integrou exposições coletivas como A Study in Form (Chapter Two), com curadoria de Arden Wohl, na James Fuentes, Nova York; Always in my room bc I put effort into it & I love the vibe of my lights, na Starr Suites, Brooklyn; The Practice of Everyday Life, na Derosia, Nova York; JAG Projects at Forland, com curadoria de Jesse Aran Greenberg, em Catskill, Nova York; e Pure Joy, com curadoria de Chella Man, na 1969 Gallery, Nova York.

Até 1º de agosto.

A linguagem singular de Gilberto Salvador.

08/jun

Ao longo de seis décadas, Gilberto Salvador constrói uma obra marcada pelo confronto entre rigor geométrico e impulso orgânico. Essa tensão, presente desde seus primeiros trabalhos, orienta “Geometria Visceral”, individual que a Galeria Mayer Mizrahi, Jardim Paulista, São Paulo, SP, inaugura no dia 15 de junho, sob curadoria de Denise Mattar.

Reunindo pinturas, relevos e composições produzidas entre 2021 e 2025, a mostra apresenta um recorte significativo do conjunto exibido recentemente no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Em trabalhos que atravessam pintura, escultura e construção espacial, Gilberto Salvador articula planos recortados, transparências, cor e matéria em composições que investigam equilíbrio, deslocamento e instabilidade.

Ao longo de sua trajetória, o artista desenvolveu uma linguagem singular dentro da arte brasileira. “Na obra de Gilberto Salvador, o orgânico encontra o inorgânico em um campo contínuo de energia”, observa Denise Mattar. A definição atravessa o núcleo apresentado na galeria, onde estruturas geométricas parecem deslocar-se, curvar-se ou expandir-se diante da ação da cor e da matéria.

“O que eu tento efetivamente é fazer uma obra que tenha força própria e que não se prenda a uma utilidade racional, mas sim a uma utilidade emocional”, afirma Gilberto Salvador. Em outro momento, o artista resume uma dimensão central de sua pesquisa: “A arte é como o amor: ou você vive ou não vive”.

Mais do que apresentar um panorama recente da produção de Gilberto Salvador, a exposição “Geometria Visceral” evidencia a permanência e a atualidade de sua pesquisa em momento marcado pela velocidade das imagens e pela dissolução contínua da experiência visual, sua obra reafirma a potência da pintura e da matéria como campos de percepção, tensão e presença.

Até 11 de julho.

Convite para olhar a vida coletiva.

A primeira exposição institucional do camaronês Pascale Marthine Tayou no Brasil apresenta instalações, esculturas e pinturas do artista com mais de 25 anos de carreira. As obras reorganizam materiais e ativam trocas, refletindo sobre a existência dos objetos cotidianos e convidando o público a olhar para a vida coletiva em diálogo com importantes conferências internacionais.

O título “Knockout!” sugere confronto, mas também humor e excesso, elementos que atravessam a narrativa da exposição, estruturada a partir de sete conferências internacionais: Berlim, Yalta, São Francisco, Roma, Rio de Janeiro, Bandung e Avignon. Na exposição que ocupa as sete salas da Pina Luz, São Paulo, SP, Pascale Marthine Tayou entrelaça esses episódios com experiências estéticas, explorando cores, texturas, materiais e tensões, onde o poético e o político se encontram em atrito constante.

A exposição tem curadoria de Jochen Volz e Ana Paula Lopes.

Sobre o artista.

Nascido em Yaoundé, Camarões, Pascale Marthine Tayou construiu uma prática artística marcada pela reorganização de materiais e pela transformação poética de elementos do cotidiano, como cadeiras de plástico, bandeiras, fios elétricos, lápis e utensílios domésticos. Sua trajetória é consolidada por participações em algumas das mais relevantes exposições internacionais de arte contemporânea, incluindo a Bienal de São Paulo, Bienal de Veneza, a Documenta e a Serpentine Gallery, em Londres.

Sobre a exposição.

Na primeira sala, dedicada à Conferência de Berlim (1884-1885), uma escultura em forma de lápis com quatro metros de altura ocupa o centro do espaço. O objeto articula, de um lado, a energia criativa do desenho e, de outro, seu potencial bélico inscrito na própria forma, revelando como todo gesto de criação convive com a tensão entre invenção e confronto. A segunda galeria aborda a Conferência de Yalta (1945), que reorganizou o mundo após a Segunda Guerra Mundial. Nela está a obra “L’enfer du décor” (2025), composta por quatro grandes colagens sobre tela que reúnem 89 bandeiras nacionais. Na terceira sala, associada à Conferência de São Francisco (1945), que resultou na criação da ONU, Pascale Marthine Tayou apresenta a instalação “Court-circuit” (2026). Na sequência, uma grande instalação de galhos secos e sacolas plásticas coloridas denuncia a poluição ambiental causada pelo excesso de plástico. “Plastic Tree” (2014-2015) dialoga com a Rio-92, conferência voltada às questões climáticas e ecológicas. Na sexta galeria, “Falling House” (2014), uma casa suspensa de cabeça para baixo desafia noções de estabilidade e os sistemas impostos historicamente, se relaciona à Conferência de Bandung (1955). A exposição se encerra com a Conferência de Avignon, um evento criado pelo próprio artista como exercício de crítica e fabulação política. Nesta sala estão algumas de suas obras mais icônicas, como “Colorful Stones” (2015-2026) e “Pascale’s Eggs” (2019).